História e Origem
De acordo com o folheto explicativo da Associação dos Corredores da Cavalhada de São José Operário de Honório Bicalho a Cavalhada é uma manifestação folclórico devocional de grande incidência no Brasil, possuindo características próprias em cada região, chamadas de "variantes", porém com uma característica comum: o ódio dos Cristãos aos infiéis. A luta dos Cristãos contra os turcos ou Mouros.
Segundo o pesquisador Mário de Andrade a luta surgiu na Península Ibérica, onde houve a fusão entre a questão política e religiosa, pois os turcos/sarracenos ou Mouros dominaram a Península Ibérica do século VIII ao XV, acirrando o ódio com os povos de Castela e Luzitânia.
Após a conquista da Península Ibérica pelo exército Cristão no final do século XV, as lutas entre Mouros e Cristãos passaram a ser representadas em torneios nas classes nobres. Quando este costume chega as camadas populares essas representações ganham a forma da "Cavalhada": uma representação das lutas entre Mouros e Cristãos com grande influência dos feitos do Imperador Carlos Magno e de seus 12 pares, conhecidos como "12 pares de França".
Segundo o pesquisador Mário de Andrade a luta surgiu na Península Ibérica, onde houve a fusão entre a questão política e religiosa, pois os turcos/sarracenos ou Mouros dominaram a Península Ibérica do século VIII ao XV, acirrando o ódio com os povos de Castela e Luzitânia.
Após a conquista da Península Ibérica pelo exército Cristão no final do século XV, as lutas entre Mouros e Cristãos passaram a ser representadas em torneios nas classes nobres. Quando este costume chega as camadas populares essas representações ganham a forma da "Cavalhada": uma representação das lutas entre Mouros e Cristãos com grande influência dos feitos do Imperador Carlos Magno e de seus 12 pares, conhecidos como "12 pares de França".
A Cavalhada de São José Operário
A Cavalhada de São José Operário de Honório Bicalho está dividida em quatro planos que representam o reconhecimento do campo de batalha; a diplomacia; o plano militar e o plano desportivo.
O Primeiro Plano é iniciado com a apresentação dos Exércitos:
O Primeiro Plano é iniciado com a apresentação dos Exércitos:
- O exército Mouro trajando farda vermelha, sob o comando do Rei Almirante Balão, acompanhado de sua filha, princesa Floripes e o palhaço Espia, entram na arena, buscando reconhecimento do território.
- Em seguida, o exército Cristão com seu fardamento azul, sob o comando do Imperador Carlos magno, percorrendo as terras inimigas.
Após o reconhecimento do campo de batalha os dois exércitos se agrupam preparando para a Guerra: Primeiro o exército Mouro, em decorrência da invasão do exército Cristão ao seu território e o exército Cristão que se agrupa temendo a represália dos Mouros.
Tem início a "Corrida do X", quando os dois exércitos percorrem seus domínios, buscando tomar conhecimento da situação. Seguido pelo "8 de Todos", movimento em que todos se cruzam na arena, fazendo um estudo sobre os adversários, com o objetivo de organizarem suas manobras e estratégias. Depois cada Cavaleiro tem a oportunidade de conhecer seu "oponente" e cruza com ele na arena.
O Primeiro Plano termina com a morte do soldado mouro Espinque (palhaço Espia), pelo Embaixador Cristão Galalão. O Embaixador Mouro Milão entra na arena, encontra seu soldado morto, reúne seu exército para proceder o enterro do mesmo.
O Segundo Plano é o plano Diplomático onde os embaixadores, o Cristão (Galalão) e o Mouro (Milão), transmitem as mensagens de seus Imperadores, Carlos Magno e Almirante Balão, respectivamente; com o propósito de paz, trégua e rendição. Como nenhum dos dois exércitos se rende, tem fim ao Plano da Diplomacia e as manobras militares são iniciadas.
O Terceiro Plano é o Plano Militar, simbolizando a luta e o derramamento de sangue durante a guerra.
Começa com o "Quebra Garupa", os soldados usam como armas as "chopas" (lanças), atacando os inimigos representados pelas "Margaridas" (cabeças azuis - Cristãos - e vermelhas - Mouros). Em seguida as "Margaridas" são atacadas pelas espadas.
Como na batalha não houve vencedor, acontece o "Florão da Fugida". Os dois exércitos deixam o campo de batalha.
O Terceiro Plano é encerrado com o rapto da Princesa Moura "Floripes" pelo soldado Cristão "Guido de Borgonha".
O Quarto Plano é o Plano Desportivo, representa o fim da Guerra e a conversão do exército Mouro ao Cristianismo.
O Exército Cristão, tendo a frente o Imperador Carlos Magno e o soldado Guido de Borgonha, conduzindo a Princesa Floripes entra a pé e se dirige ao centro da arena, o mesmo faz o Exército Mouro, tendo a frente o Rei Almirante Balão. O Almirante Balão consente o casamento da sua filha com o soldado Cristão e aceita o batismo para si e para todos os seus soldados. Os dois exércitos deixam, juntos, a arena.
Novamente montados, os dois exércitos iniciam a "Corrida da Vitória", passando em frente ao Castelo Cristão, simbolizando a confraternização e segue a "Corrida do Machetá", os dois exércitos unidos trabalhando em prol de um bem comum.
Na "Corrida do Galho de Flor", um arco enfeitado com flores é carregado por um soldado Cristão e outro Mouro e passa pelas mãos de cada soldado, representando a confraternização e a união dos dois exércitos.
Por fim, os dois exércitos param diante do Castelo Cristão e ouvem as palavras do Imperador Carlos Magno e procedem ao "Florão da Despedida", acompanhados com um espetáculo pirotécnico e se despedindo do público.
Nenhum comentário:
Postar um comentário